Mostrando postagens com marcador Antonio Canova. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antonio Canova. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fiz da tua entrega 
o meu templo, e nele 
habito dia a noite.

Não há vestes, pois, 
 que nada se esconde.
Tudo é claro, exato.

O furor da paixão rasga 
o tecido em pleno dominio
onde mora o frêmito.



Animal vivo, faminto,
Palpitação pulsante. 
descontrolado o corpo alado.

E quando enrolas em mim
Torno-me azul emaranhado
em corpo aninhado.

Poema: Leonardo Macedo
Arte: Antonio Canova. Eros e Psique.