Fiz da tua entrega
o meu templo, e nele
habito dia a noite.
Não há vestes, pois,
que nada se esconde.
Tudo é claro, exato.
O furor da paixão rasga
o tecido em pleno dominio
onde mora o frêmito.
Animal vivo, faminto,
Palpitação pulsante.
descontrolado o corpo alado.
E quando enrolas em mim
Torno-me azul emaranhado
em corpo aninhado.
Poema: Leonardo Macedo
Arte: Antonio Canova. Eros e Psique.
