sábado, 11 de agosto de 2012


Copos torpemente se partiram
sortidos no chão abissal.

Varreram-se com esmero os co(r)pos
da frente dos olhos mortos.

Enterraram-se os cacos desejosos da sede
que a respiração mortiça não poderia oferecer.

A indústria falsificou o arco-íris
e pôs a réplica na superfície oca do rótulo.

Um aglomerado de ossos: O nascimento do homem.
O velório iminente do verso.

- Um brinde ao verbo!!

Poema: Fernanda Curcio.
Arte: Frida Kahlo, Meu Nascimento, 1932.