Copos torpemente se partiram
sortidos no chão abissal.
Varreram-se com esmero os co(r)pos
da frente dos olhos mortos.
Enterraram-se os cacos desejosos da sede
que a respiração mortiça não poderia oferecer.
A indústria falsificou o arco-íris
e pôs a réplica na superfície oca do rótulo.
Um aglomerado de ossos: O nascimento do homem.
O velório iminente do verso.
- Um brinde ao verbo!!
Poema: Fernanda Curcio.
Arte: Frida Kahlo, Meu Nascimento, 1932.
