Inicio as metáforas transcorrendo as palavras numa caravela sufocada. De mar? Não. Pela saudade do mar que transporta e inunda de sentimentos. Sim, eu começo escrevendo aquilo que não sinto, mas o pirata de ouro e prata, Hopeixe feito de sal, ameaçou-me de expulsão da embarcação empoleirada de meus submundos, caso eu continuasse a afastar a água que lava e leva a outros continentes. Fui obrigada a ceder e receber a lava de sorrisos azuis interpretados por torrados olhos vermelhos. Temi não conseguir tal atuação, mas do mesmo modo que o mar assusta-nos com seus pesadelos repentinos, minha alma vendada foi encontrada pelo surto desgravitacional de uma cachoeira. Sem sentir, terminei-me sentindo.
Texto: Fernanda Curcio
Arte: René Magritte, a vitória.

12 comentários:
Quando achamos que estamos saindo, entramos.
Coisa linda de versos,intensidade pura, perfeitos. parabéns.
Mais vale que sentir, que pensar e explicar...
Pela saudade do mar que transporta e inunda de sentimentos. = li e reli. é como um favo de mel nos labios. delicioso o texto. obrigado. abraços lamarque
Aqui fiquei, com mais saudades do mar....
Escreves com profundidade.
Feito mar...
Beijos,Fernanda!
palavras memoráveis "Sem sentir, terminei-me sentindo" adorei!
é eu também adoro aquele poema!
Magnifico, nem me atrevo a comentar sob pena de beliscar tão maravilhoso e intenso texto.
Beijinho,
Ana Martins
Profundo cm os segredos do Mar!..
=)
lindo dia!
bjo
Oi querida, mas a vida é assim, sentindo sem sentir, e quando nos demos por conta, sentimos tudo em uma mesma hora.
Beijo
Que texto mais incrível *_*, amei!!! Estive um tempo afastada, mil coisas acontecendo, mas estou de volta! Volte sempre, grandes beijos <3
Postar um comentário