Reconstruí o meu corpo desparafusado e surrupiei as asas dum cisne petrificado.
Será que o invento ressuscitador sobreviverá sem o meu coração liquidificado?
Deveria ter transplantado também o coração da ave ressequida, agora disputado pelas sombras rastejantes. Desejo pelo menos, numa réstia de esperança, uma nuvem acinzentada prestes a explodir, com muitas lágrimas para eu poder roubar.
Texto: Fernanda Curcio
Arte: Thayer Abbott. Angel, 1890.

